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Reiki I - Integração e aprofundamento
Dia 55 do teu caminho Reiki

O observador interior

Permanecer desperto durante o Reiki sem controlar

Objetivo do dia

Permanecer desperto durante o Reiki sem controlar

✦   Impulso

Hoje, a prática pode parecer pequena e, mesmo assim, ter peso. Um antigo mestre de Reiki provavelmente juntaria primeiro as mãos. Depois viria uma respiração. Só depois a frase: olhar desperto não é controlo. É testemunho que não precisa de reter nada. Para a lição de hoje, esta frase quase basta. O Reiki I não se aprofunda com mais técnica. Aprofunda-se com repetição sincera. A certa altura, o corpo deixa de tomar a prática por uma ideia.

O quotidiano mostra com mais precisão do que qualquer teoria se o Reiki realmente chega onde deve chegar. É nesse campo que a direção de hoje ganha peso. Não a tomes como matéria para a cabeça. Toma-a como um campo silencioso para as mãos. A imagem ajuda-te nisso: como alguém sentado na margem a ver o rio, sem saltar para dentro dele. É precisamente aqui que se mostra se já confias no simples. Talvez ainda procures o extraordinário. Talvez hoje, pela primeira vez, te baste o que está mais perto.

✦   Aprofundamento

Podes imaginar este exercício como alguém sentado na margem a ver o rio, sem saltar para dentro dele. A imagem não é uma prova. É apenas uma ajuda para abrandares. Quando hoje pousares as mãos, não precisa de surgir nada de especial. Mais importante é perceberes o que é pequeno. Sente os pés, para que o exercício não aconteça apenas na cabeça. Uma respiração tranquila pode ser um ensinamento. Uma dúvida sincera também.

Para a prática, não precisas de grande preparação. Escolhe um lugar onde durante alguns minutos não tenhas de reagir. Senta-te de modo que o corpo não lute contra a postura. Começa em Gassho, não como pose, mas como recolhimento. As palmas das mãos tocam-se. Assim, a parte ativa e a parte recetiva encontram-se. A imagem de hoje permanece ao fundo: como alguém sentado na margem a ver o rio, sem saltar para dentro dele.

✦   Prática

Pousa as mãos sobre o ventre. Nomeia apenas interiormente: respiração, calor, pensamento, tensão, quietude. Depois regressa ao sentir. Mantém tudo simples. Se surgir calor, deixas que o calor esteja presente. Se não surgir calor, não transformas isso num problema. Se vierem pensamentos, isso não é um fracasso. Um pensamento é apenas um visitante. Não tens de lhe oferecer chá. Regressa às mãos tantas vezes quantas forem necessárias. Um mestre reconhece o progresso de outra maneira. Não pergunta se os pensamentos desaparecem. Vê se um aluno regressa com mais gentileza.

A tentação de hoje está em adornar. Podes usar o exercício para te avaliares. Então, o toque torna-se mais estreito. Podes querer forçar um efeito. Então, a prática perde a sua dignidade. Reiki I continua a ser uma escola de simplicidade clara. As mãos repousam. A respiração encontra o seu caminho. O corpo responde na sua própria linguagem. Hoje, esta forma concreta protege-te especialmente: pousa as mãos sobre o ventre. Nomeia apenas interiormente: respiração, calor, pensamento, tensão, quietude. Depois regressa ao sentir.

✦   Exemplo

Um exemplo da prática: um aluno observava primeiro com rigidez. Mais tarde percebeu: o observador também pode ser suave. Desde então, passou a ver mais e a controlar menos. Este exemplo não é mais importante do que a tua própria experiência. Mostra apenas que estes temas raramente ficam abstratos. Tocam o corpo. Tocam o ritmo do dia. Tocam a linguagem, o toque e a coragem de deixar algo simples.

Outra pessoa não é um lugar para curiosidade espiritual. Antes de qualquer interpretação, vem a contenção. Antes de ajudar com boa intenção, vem o respeito. Tu próprio também não és um objeto de prática. Não trates o teu corpo como algo que tem de ser reparado depressa. Trata-o como um velho companheiro. Nesta lição, isso vale de modo especial para esta direção: permanecer desperto durante o Reiki sem controlar

✦   Integração

O fim do tratamento precisa de tanta dignidade quanto o início. Afasta as mãos devagar e permanece sentado. Sente se o corpo continua a trabalhar. Talvez a respiração se aprofunde. Talvez só agora repares no cansaço. Talvez surja uma frase clara. Talvez tudo permaneça quieto. O eco faz parte do tratamento. A imagem permanece discretamente presente: como alguém sentado na margem a ver o rio, sem saltar para dentro dele.

Depois, não escrevas muito, mas escreve com verdade. Regista onde as mãos estiveram. Regista o que foi percetível no corpo. Regista também que atitude interior se tornou visível. Basta uma frase simples sobre a respiração, a resistência, o calor, o limite ou a quietude. O diário não tem de brilhar. Tem de ser honesto. Hoje pode tornar-se especialmente visível o que esta forma de prática desencadeou: pousa as mãos sobre o ventre. Nomeia apenas interiormente: respiração, calor, pensamento, tensão, quietude. Depois regressa ao sentir.

✦   Ressonância

Para concluir, leva contigo esta pergunta: quando é que observar se transformou em controlo, e quando é que permaneceu livre? Não respondas de imediato. Deixa que ela te acompanhe ao longo do dia. Talvez se mostre ao caminhar. Talvez ao comer. Talvez numa conversa ou pouco antes de adormeceres. Então compreenderás melhor a antiga indicação. O Reiki não termina quando afastas as mãos. Revela-se na forma como continuas a viver.

Quando fechares este dia, fá-lo sem pressa. Inclina-te interiormente perante a simplicidade. No Reiki I, ela não é um erro de principiante. É a base. Leva contigo a imagem de hoje: como alguém sentado na margem a ver o rio, sem saltar para dentro dele. Tudo o que vem depois assenta melhor se esta simplicidade continuar viva. Isso também vale no limiar do Reiki II.

  Exercício
✧   O observador interior - Prática  ·  10 Min.
  1. Senta-te em Gassho e deixa chegar três respirações tranquilas, sem moldar a respiração.
  2. Diz interiormente: hoje deixo esta lição tornar-se simples e prática nas minhas mãos.
  3. Leva a atenção às mãos, ao Hara e ao espaço à tua volta. Deixa as mãos chegarem onde o corpo diz sim com calma.
  4. Se um símbolo for adequado, usa-o interiormente com serenidade. Se não for, a simples imposição das mãos é plenamente suficiente.
  5. Leva esta pista prática para as tuas mãos: respiração, calor, pensamento, tensão, quietude. Depois regressa ao sentir.
  6. Permanece em silêncio. Quando vierem pensamentos, regressa sem dureza à respiração, às mãos e ao peso do corpo.
  7. Fecha com as duas mãos no Hara. Sente os pés e solta conscientemente o exercício.
  Meditação
✧   Meditação sobre O observador interior  ·  12 Min.
  1. Fecha os olhos e imagina que estás sentado numa sala calma e quente.
  2. À tua frente aparece o tema: Permanecer desperto durante o Reiki sem controlar. Observa-o sem fazer logo algo dele.
  3. Coloca interiormente uma luz suave nas mãos, no Hara e no espaço do coração. Que a luz permaneça branda, não intensa.
  4. Pergunta em silêncio: o que esta lição quer mostrar-me hoje na prática?
  5. Espera por uma resposta como sensação corporal, imagem, palavra ou simples saber. Não forces nada.
  6. Liga a resposta ao título deste dia: O observador interior. Sente se o teu corpo se torna mais amplo ou mais fechado.
  7. Inclina-te interiormente, deixa a imagem dissolver-se e regressa lentamente à sala.
O que levo concretamente desta lição para a minha próxima prática de Reiki?

Com uma conta, os dias soltos tornam-se um caminho: o teu progresso fica guardado, o teu diário mantém-se, e os dias de iniciação abrem no momento certo.