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Reiki I - Integração e aprofundamento
Dia 82 do teu caminho Reiki

A ética pessoal do Reiki

O que queres fazer com o Reiki e o que não queres

Objetivo do dia

O que queres fazer com o Reiki e o que não queres

✦   Impulso

Hoje o contacto simples é mais importante do que qualquer explicação. Um antigo mestre de Reiki provavelmente juntaria primeiro as mãos. Depois viria uma respiração. Só então a frase: a ética não começa apenas no grande conflito. Começa na pequena tentação de prometer mais do que sabes. Para a lição de hoje, esta frase quase basta. O Reiki I não se aprofunda com mais técnica. Aprofunda-se com repetição sincera. A certa altura, o corpo deixa de tomar a prática por uma ideia.

O Reiki I continua a ser trabalho de base: respiração, mãos, limite, repouso final, quotidiano. Neste campo, a direção de hoje ganha peso. Não a tomes como matéria para a cabeça. Toma-a como um campo silencioso para as mãos. A imagem ajuda-te: como um caminho limpo em que, mesmo no nevoeiro, não cais da margem. É precisamente aqui que se mostra se já confias no simples. Talvez ainda andes à procura do extraordinário. Talvez hoje, pela primeira vez, o que está à mão seja suficiente.

✦   Aprofundamento

Podes imaginar este exercício como um caminho limpo em que, mesmo no nevoeiro, não cais da margem. A imagem não é uma prova. É apenas uma ajuda para abrandares. Quando hoje colocares as mãos, não precisa de surgir nada de especial. Mais importante é perceberes o pequeno. Vê se as mãos estão a escutar ou se já querem voltar a produzir. Uma respiração tranquila pode ser um ensinamento. Uma dúvida honesta também.

Para a prática, não precisas de um grande aparato. Escolhe um lugar onde durante alguns minutos não tenhas de reagir. Senta-te de forma a que o corpo não lute contra a postura. Começa em Gassho, não como pose, mas como recolhimento. As palmas das mãos tocam-se. Assim encontram-se o lado ativo e o lado recetivo. A imagem de hoje permanece ao fundo: como um caminho limpo em que, mesmo no nevoeiro, não cais da margem.

✦   Prática

Escreve hoje três frases claras: o que faço com o Reiki? O que não faço? Onde termina a minha responsabilidade? Mantém tudo simples. Se surgir calor, deixas que o calor exista. Se não surgir calor, não fazes disso um problema. Se vierem pensamentos, isso não é fracasso. Um pensamento é apenas um visitante. Não tens de lhe oferecer chá. Volta às mãos tantas vezes quantas forem necessárias. Um mestre reconhece o progresso de outra forma. Não pergunta se os pensamentos desaparecem. Vê se um aluno regressa com mais gentileza.

A distração hoje está no juízo rápido. Podes usar o exercício para te avaliares. Então o toque torna-se mais estreito. Podes querer forçar um efeito. Então a prática perde a sua dignidade. O Reiki I continua a ser uma escola de simplicidade clara. As mãos repousam. A respiração encontra o seu caminho. O corpo responde na sua própria linguagem. Hoje, esta forma concreta protege-te de modo especial: escreve hoje três frases claras: o que faço com o Reiki? O que não faço? Onde termina a minha responsabilidade?

✦   Exemplo

Um exemplo vindo da prática: um praticante escreveu aquilo que não faz: sem diagnósticos, sem promessas, sem tratamento sem consentimento. Depois disso, a sua presença tornou-se mais serena. Este exemplo não é mais importante do que a tua própria experiência. Mostra apenas que estes temas raramente permanecem abstratos. Tocam o corpo. Tocam o ritmo do dia. Tocam a linguagem, o toque e a coragem de deixar algo simples.

Uma boa prática de Reiki promete menos e escuta com mais atenção. Antes de qualquer interpretação vem a contenção. Antes de qualquer ajuda bem-intencionada vem o respeito. Tu próprio também não és um objeto de prática. Não trates o teu corpo como algo que tem de ser reparado depressa. Trata-o como um velho companheiro. Nesta lição, isto vale de modo especial para esta direção: o que queres fazer com o Reiki e o que não queres

✦   Integração

O repouso posterior não é um acessório, mas uma escola própria de perceção. Retira as mãos devagar e continua sentado. Sente se o corpo continua a trabalhar. Talvez a respiração se aprofunde. Talvez só agora percebas o cansaço. Talvez apareça uma frase clara. Talvez tudo permaneça tranquilo. O eco faz parte do tratamento. A imagem permanece silenciosamente presente: como um caminho limpo em que, mesmo no nevoeiro, não cais da margem.

Depois, não escrevas muito, escreve com verdade. Regista onde estavam as mãos. Regista o que foi percetível no corpo. Regista também qual foi a atitude interior que se tornou visível. Basta uma frase simples sobre respiração, resistência, calor, limite ou tranquilidade. O diário não precisa de brilhar. Precisa de ser honesto. Hoje pode tornar-se especialmente visível o que esta forma de prática desencadeou: escreve hoje três frases claras: o que faço com o Reiki? O que não faço? Onde termina a minha responsabilidade?

✦   Ressonância

Para terminar, leva contigo esta pergunta: que limite torna a tua prática de Reiki mais digna? Não respondas logo. Deixa-a acompanhar-te ao longo do dia. Talvez se mostre ao caminhar. Talvez ao comer. Talvez numa conversa ou pouco antes de adormeceres. Então compreenderás melhor o antigo apontamento. O Reiki não termina quando tiras as mãos. Mostra-se na forma como continuas a viver.

Quando fechares este dia, fá-lo sem pressa. Faz interiormente uma reverência à simplicidade. No Reiki I, ela não é um erro de principiante. É a base. Leva contigo a imagem de hoje: como um caminho limpo em que, mesmo no nevoeiro, não cais da margem. Tudo o que vier depois assenta melhor quando esta simplicidade continua viva. Isto também vale no limiar do Reiki II.

  Exercício
✧   A ética pessoal do Reiki - Prática  ·  10 Min.
  1. Senta-te em Gassho e deixa chegar três respirações tranquilas, sem moldar a respiração.
  2. Diz interiormente: hoje deixo esta lição tornar-se simples e prática nas minhas mãos.
  3. Leva a atenção às mãos, ao Hara e ao espaço à tua volta. Deixa as mãos chegarem onde o corpo diz sim com calma.
  4. Se um símbolo for adequado, usa-o interiormente com serenidade. Se não for, a simples imposição das mãos é plenamente suficiente.
  5. Leva esta pista prática para as tuas mãos: o que faço com o Reiki? O que não faço?
  6. Permanece em silêncio. Quando vierem pensamentos, regressa sem dureza à respiração, às mãos e ao peso do corpo.
  7. Fecha com as duas mãos no Hara. Sente os pés e solta conscientemente o exercício.
  Meditação
✧   Meditação sobre A ética pessoal do Reiki  ·  12 Min.
  1. Fecha os olhos e imagina que estás sentado numa sala calma e quente.
  2. À tua frente aparece o tema: O que queres fazer com o Reiki e o que não queres. Observa-o sem fazer logo algo dele.
  3. Coloca interiormente uma luz suave nas mãos, no Hara e no espaço do coração. Que a luz permaneça branda, não intensa.
  4. Pergunta em silêncio: o que esta lição quer mostrar-me hoje na prática?
  5. Espera por uma resposta como sensação corporal, imagem, palavra ou simples saber. Não forces nada.
  6. Liga a resposta ao título deste dia: A ética pessoal do Reiki. Sente se o teu corpo se torna mais amplo ou mais fechado.
  7. Inclina-te interiormente, deixa a imagem dissolver-se e regressa lentamente à sala.
O que levo concretamente desta lição para a minha próxima prática de Reiki?

Com uma conta, os dias soltos tornam-se um caminho: o teu progresso fica guardado, o teu diário mantém-se, e os dias de iniciação abrem no momento certo.